Marketing Supreme

8 de janeiro de 2026

Marketing Supreme

Como a promoção de um filme nos ensina a quebrar a fórmula

Durante décadas, a promoção de filmes seguiu quase sempre o mesmo guião: entrevistas, trailers e antestreia. Tudo muito polido, muito controlado e, sejamos honestos, pouco entusiasmante. O problema? As novas gerações já não descobrem filmes assim.

O fator A24: quando um estúdio é uma marca de culto

A A24 não atira simplesmente filmes para o mercado. Ela cura filmes. Com campanhas de baixo orçamento, decisões criativas arriscadas e até um clube de membros, o estúdio criou um following quase de culto.

Quebrar a fórmula: o que fizeram de diferente?

Em vez de inundar o público com trailers, a campanha foi construída como uma sequência de momentos que são descobertos pelo público: um blimp gigante sem explicação, sessões surpresa, um pop-up de streetwear que atraiu tanta gente que foi encerrado pela polícia, e casacos de edição limitada que se tornaram em troféus.

O efeito Chalamet

Chalamet não foi só o rosto da campanha; tornou-se o seu fio condutor e deixou que o marketing se confundisse com arte performativa. Segundo dados partilhados em sessões antecipadas, Chalamet fez 128 aparições públicas em 96 horas.

O que as marcas podem aprender?

Marty Supreme não reinventou o marketing de cinema. Simplesmente aceitou a realidade mais depressa do que os outros: as pessoas não querem mais anúncios, mas sim momentos, histórias genuinas e sentir que algo está vivo, não a ser vendido.